Sorrow
With your long blonde hair
and your eyes of blue
The only thing I ever got from you
was sorrow
Sorrow
You acted funny
trying to spend my money
You're out there playing your high class games of sorrow
Sorrow
You never do what you know you oughta
Something tells me
you're a Devil's daughter
Sorrow, sorrow
I tried to find her
'Cause I can't resist her (I tried to find her)
I never knew just how much I missed her
Sorrow
Sorrow
With your long blonde hair and your eyes of blue
The only thing I ever got from you was sorrow
Sorrow
With your long blonde hair
I couldn't sleep last night
With your long blonde hair
sábado, 26 de dezembro de 2009
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Eu e Isa, irmãs de longa data.
Este ano, duras e sem vontade de aderir ao consumo desmedido, incorporamos os doces espíritos de Dna Benta e tia Anastácia e tocamos pra cozinha.
Foi completo o serviço: Compras no Saara, pesquisa de receitas e mãos na massa.
Começamos com o domingo e os Bolos.
Como é divertido cozinhar, principalmente em família.
Cozinhar é química, física, paciência, atenção, amor...
Bruxaria elementar!
É na cozinha que a casa vive, onde se contam histórias, onde uma xícara de açúcar e uma mania de simetria se encontram e dão boas risadas.
Posso até dizer que nos divertimos tanto que não ouvimos aquele som melancólico de véspera de segunda-feira.
Bom, o vinho e a caipirinha ajudaram também.
O dia seguinte foi mais tenso, na verdade só pela expectativa da geminiana exigente.
Era o dia da maquiagem.
Aqueles bolinhos de domingo iam ficar coloridos.
Mas a tensão durou pouquíssimo!
Após alguns testes e consultas ao google, a pasta americana foi dominada, os corantes se misturaram e os bolinhos ganharam um blush.
E nós duas aprendemos mais um oficio e nos tornamos mais irmãs que nunca.
Isso é que é espírito de Natal!
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Pout pour ri
Mãe, canta?
Canto... "Borboleta pequenina (...) eu sou uma borboleta, pequenina e feiticeira"
(explico inventando...) posso continuar?
Pode
"...borboleta, pequenina e feiticeira, ando"
Moãããe?
O que cora?
Feiticeira é bruxa?
Essa musica é outra, cora.
Mas é má?
Não Cora a borboleta... bla bla bla ...posso voltar a cantar?
Pode.
"...ando no meio das flores procurando quem me queira" Moãããe? Oi Cora... Por que procurando quem queira ela? (Explico inventando)
Posso continuar?
Pode ... Moãããe? Sim? Você a minha vida toda canta essas musicas pra mim?
Claro minha filha! rsrsrs
...e assim foi com duas outras músicas até dormir.
Pelo menos hoje em dia ela não chora mais com a briga do Cravo e da Rosa.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
Dezembro
Faltam alguns minutos,
enquanto escrevo, chega Dezembro.
Um balanço rápido avista que o chapéu subiu mais alguns centímetros, e eu continuo na ponta dos pés para alcançá-lo.
Cora cresceu, trabalhei mais do que nunca, gastei o que tinha e o que não tinha equilibrando os pratos.
Alguns cenários mudaram, mas não para melhor.
Outros estão se construindo dia após dia.
Engraçado é que não estou sentindo aquele alívio de chegada.
É claro que a estrada depois dos fogos vai seguir sem tréguas.
Nada de ilusões ou tristeza ou euforia.
Para o ano que vem, alguns desejos.
Quero viajar, trabalhar, dormir, amar, rir, chorar, brincar, desenhar, mais que este ano.
Que venha Dezembro.
enquanto escrevo, chega Dezembro.
Um balanço rápido avista que o chapéu subiu mais alguns centímetros, e eu continuo na ponta dos pés para alcançá-lo.
Cora cresceu, trabalhei mais do que nunca, gastei o que tinha e o que não tinha equilibrando os pratos.
Alguns cenários mudaram, mas não para melhor.
Outros estão se construindo dia após dia.
Engraçado é que não estou sentindo aquele alívio de chegada.
É claro que a estrada depois dos fogos vai seguir sem tréguas.
Nada de ilusões ou tristeza ou euforia.
Para o ano que vem, alguns desejos.
Quero viajar, trabalhar, dormir, amar, rir, chorar, brincar, desenhar, mais que este ano.
Que venha Dezembro.
quarta-feira, 18 de novembro de 2009
Novembro
Não sei o que me dá, depois de voltas e voltas, chego outra vez no mesmo lugar.
Aqui estou eu de frente pra você novamente.
Uma memória volátil que me insulta vez por outra.
Caio mais uma vez nessa armadilha,
desde as ultimas linhas sem eco.
Vamos fugir?
Pelo menos em pensamento.
Onde tudo é permitido.
Onde a clareira se abre e no meio estamos só nós,
onde o vazio é preenchido e o que teria sido, é.
Coragem!
Esta é uma viagem para dois.
Aqui estou eu de frente pra você novamente.
Uma memória volátil que me insulta vez por outra.
Caio mais uma vez nessa armadilha,
desde as ultimas linhas sem eco.
Vamos fugir?
Pelo menos em pensamento.
Onde tudo é permitido.
Onde a clareira se abre e no meio estamos só nós,
onde o vazio é preenchido e o que teria sido, é.
Coragem!
Esta é uma viagem para dois.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Quando eu crescer quero ser diferente
Quando eu era criança, gostava do iogurte de maçã.
Aquele que vinha numa cartela com outros quatro de morango e um de coco.
Era único!
Meu sorvete favorito era o de passas ao rum da Kibom.
Eu ainda não conhecia o chocolate amargo.
Eu tinha um urso de dormir.
Ele ainda existe em farrapos guardado no armário.
Condenado coitado.
Chico, Caetano, Bethania, desde sempre.
Pelo menos em alguma coisa nós concordamos.
Robocop? Não, Jacques Tatit.
Passeios de férias ao centro da cidade.
Brincava de pular os degraus do Ministério da Fazenda dois a dois.
Contava os azulejos decorados do painel do MEC.
Me premeditava, um dia vou andar por aqui apressada e importante.
Apressada muito, importante não tanto.
Ainda sinto o cheiro daquela cidade e não era o mesmo de hoje.
Casar, eu? De jeito nenhum.
Tudo isso porque fui hoje fazer compras.
Lembrei que sempre fui diferente.
Aquele que vinha numa cartela com outros quatro de morango e um de coco.
Era único!
Meu sorvete favorito era o de passas ao rum da Kibom.
Eu ainda não conhecia o chocolate amargo.
Eu tinha um urso de dormir.
Ele ainda existe em farrapos guardado no armário.
Condenado coitado.
Chico, Caetano, Bethania, desde sempre.
Pelo menos em alguma coisa nós concordamos.
Robocop? Não, Jacques Tatit.
Passeios de férias ao centro da cidade.
Brincava de pular os degraus do Ministério da Fazenda dois a dois.
Contava os azulejos decorados do painel do MEC.
Me premeditava, um dia vou andar por aqui apressada e importante.
Apressada muito, importante não tanto.
Quando conquistei minha liberdade, foi para o Centro que corri.
Ainda sinto o cheiro daquela cidade e não era o mesmo de hoje.
Casar, eu? De jeito nenhum.
Só se for na praia. Ou num relicário.
Quero morar sozinha.
Carro? Não, moto.
...
Tudo isso porque fui hoje fazer compras.
Lembrei que sempre fui diferente.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
mãe sem mãe
Sinal fechado, a criança de uns dois anos se pendurava pelo braço da mãe mal humorada e chorava muito.
A mulher que deve ter sim seus problemas, ignorava o choro da cria, só puxava-lhe o braço para evitar que ela sentasse na calçada.
A menina não tinha dois anos completos. Estava cansada e queria colo. Só.
Hesitei, sei que mães detestam intervenções extra terrestres ao seu padrão de educação dos filhos.
O sinal abriu, e lá ia a mãe arrastando a menina.
Não me contive, foi demais.
A menina não tinha dois anos completos, na boca escancarada só três dentinhos.
Me ofereci a ajudar e peguei uma pasta que ela carregava e pedi que pegasse a filha.
Ela pegou e, praguejando, anunciou umas palmadas ao chegarem em casa.
Ela provavelmente se sentiu envergonhada, não pelos maus tratos à filha mas, por ter recebido a minha ajuda e os olhares de critica da população que atravessava a Avenida Rio Branco. Descontaria na filha sua frustração.
Nem sei dizer o que me deu vontade de fazer.
Devolvi sua pasta e saí.
Minha consciência implorou que eu acreditasse que ela no fundo era uma boa mãe tendo um dia ruim e me lembrando em letras miúdas que eu não sou a mãe do mundo.
Uma criança tão pequena nem entende por quê a mãe está tão irritada.
Fiquei triste o resto do dia.
A mulher que deve ter sim seus problemas, ignorava o choro da cria, só puxava-lhe o braço para evitar que ela sentasse na calçada.
A menina não tinha dois anos completos. Estava cansada e queria colo. Só.
Hesitei, sei que mães detestam intervenções extra terrestres ao seu padrão de educação dos filhos.
O sinal abriu, e lá ia a mãe arrastando a menina.
Não me contive, foi demais.
A menina não tinha dois anos completos, na boca escancarada só três dentinhos.
Me ofereci a ajudar e peguei uma pasta que ela carregava e pedi que pegasse a filha.
Ela pegou e, praguejando, anunciou umas palmadas ao chegarem em casa.
Ela provavelmente se sentiu envergonhada, não pelos maus tratos à filha mas, por ter recebido a minha ajuda e os olhares de critica da população que atravessava a Avenida Rio Branco. Descontaria na filha sua frustração.
Nem sei dizer o que me deu vontade de fazer.
Devolvi sua pasta e saí.
Minha consciência implorou que eu acreditasse que ela no fundo era uma boa mãe tendo um dia ruim e me lembrando em letras miúdas que eu não sou a mãe do mundo.
Uma criança tão pequena nem entende por quê a mãe está tão irritada.
Fiquei triste o resto do dia.
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